a flor do sol é simbólica e representa sucesso e felicidade. além da beleza e imponência, do girassol tudo é aproveitado: flor, semente e ramos. é exótica e nunca olha pra trás, exibindo uma intrigante rotação, sempre voltada para o sol.
Junho 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

RSS
13
Nov
09

o que você sente quando pára num sinal, de carro, no ar-condicionado e uma criança bate pra pedir dinheiro? susto? medo? raiva? tristeza? indignação? revolta? nada...essa é uma cena do dia-a-dia, mas ninguém se pergunta todo dia isso. ninguém reflete, ninguém liga e nada é a resposta. Pior do que sentir medo daquela criança que é um ser humano tanto quanto você - com cabeça, braço, perna, coração, só que com menos oportunidade - é não sentir nada, se acomodar e aceitar aquilo como certo (faz parte...). eu particularmente me entristeço, me sinto até mal por ter tudo (tudo o que eu preciso!) e por não estar fazendo nada, mas o que é que eu posso fazer? eu só sou uma, não trabalho, mal dou conta das minhas obrigações e dos meus problemas e acho que, só todo mundo pensar como eu, nada vai mudar... parando pra pensar, eu consigo ver o papel dos políticos nessa mudança, dos pais dessa criança, dos seus professores, dos seus amigos, das ONGs, dos empresários, mas eu não vejo o meu, talvez, um dia, como médica, talvez não. "ser protagonista" foi essa a resposta que Cariri deu quando lhe perguntaram qual a característica que, pra ele, é a mais importante pra fazer parte do PET saúde e isso não saiu da minha cabeça. viver a minha vida pra mim e pra quem eu gosto é 'tão fácil', mas dedicar parte da vida e do trabalho ao 'outro desconhecido' deve ser mais recompensador e eu não quero mais esperar.

publicado por mariliaburegio às 16:59
23
Out
09

li essa frase no discurso que o professor Edmundo Ferraz fez para o colégio brasileiro de cirurgiões esse ano, ela é de um pediatra que também disse: as emergências são as vitrines do SUS. Penso que os médicos são obrigados a deixar a qualidade de lado para dar prioridade a velocidade porque não há 5 pacientes, mas 50. Desses tantos, alguns precisam de, somente, atenção e não recebem; muitos não tem dinheiro para remédios, deles depende a sua cura, mas estão faltando no SUS; um ou outro não tem nada; muitos deveriam estar internados, mas não tem leito, tem corredor, tem chão, tem abandono; e todos são seres humanos como eu e você, mas não são respeitados e tratados como tal.

Dentro de todo esse cenário da emergência está o estudante que aos poucos vai aceitando aquilo como verdade e aprendendo a sobreviver em meio à guerra pela sobrevivencia.

Se atravessarmos a rua em frente ao HR e irmos ao Santa Joana, Memorial São José, Esperança, enfim, para o 'particular' encontraremos a emergência limpa, de mármore, ar condicionado e leitos e mais leitos à espera da minoria com dinheiro no nosso país.

E todos os dias todos dormem, felizes e tranquilos por viverem nessa infeliz desigualdade.

Engraçado foi um dia em que eu entrei numa grande emergência pública daqui de PE e encontrei um paciente na maca, cercado pelos médicos e por seus filhos engravatados, a família estava numa festa e o pai sofrera um TCE. Um dos filhos sendo médico, fez questão de levá-lo para o lugar que eu estava pois sabia que ali seu pai (com plano de saúde) estava em boas mãos, porém em precárias condições.

Não vejo tanta urgência em melhorar a educação médica, mas as condições dos hospitais, das policlinicas, dos postos. Afinal, naqueles livrinhos que os planos de saúde disponibilizam com os nomes e as especialidades dos 'seus' médicos estão QUASE TODOS os meus professores do Hospital da Clínicas e de tantos outros hospitais públicos.

 

publicado por mariliaburegio às 08:08
30
Mar
09

entristece, mas também

amadurece, muito.

publicado por mariliaburegio às 04:47
sobre mim
pesquisar neste blog
 
blogs SAPO