a flor do sol é simbólica e representa sucesso e felicidade. além da beleza e imponência, do girassol tudo é aproveitado: flor, semente e ramos. é exótica e nunca olha pra trás, exibindo uma intrigante rotação, sempre voltada para o sol.
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As necessidades basais diárias de um adulto normal correspondem a 2000 e 2500 ml em 24 hrs. A água obtida por ingestão (1300 a 2400 ml) e produção endógena (125 a 200 ml) coíbe as perdas urinárias (800 a 1500 ml); fezes (200 a 250 ml); pele (375 a 600 ml) e pulmão (125 a 200 ml).

Soluções salinas e glicosiladas

As necessidades volêmicas e eletrolíticas são perfeitamente cobertas pelas soluções salinas e, em parte, pelas glicosiladas.

As necessidades calóricas basais do operado são cobertas em parte pela resposta orgânico-humoral inicial, induzida pelo jejum e pelo trauma cirúrgico. A oferta parenteral de glicose é, portanto, importante complementação para evitar o consumo excessivo de glicogênio (hepático e muscular) e da proteína muscular. O desejável seria o fornecimento do total de calorias básicas (2000 a 2500) por via parenteral, para coibir o consumo dos depósitos. Isto, porém, não é exeqüível porque, de acordo com estudos de Gamble, está provado que mesmo ofertas além das 400 calorias, por meio de solução de glicose, não conseguem reverter o consumo muscular e cetose. Ademais, quantidades maiores de glicose venosa levam a uma diurese osmótica muito grande sem aproveitamento da água ministrada. Por isso todo o paciente operado deve receber sempre só a cota de 400 calorias diárias por via parenteral, que é mais bem ministrada por meio de 2000 ml de soro glicosado a 5% (100g de glicose), pois a glicose vem com a água para cobertura da necessidade hídrica basal.

Volume de reposição

Os volumes a serem ministrados variam segundo o peso do pcte, seu estado prévio, o porte e a duração da cirurgia, as perdas ocorridas e o volume já aplicado durante a cirurgia. Na maioria das vezes, tem-se o hábito de realizar reposições acima dos volumes das perdas, consideradas reposições generosas. No primeiro dia pós-operatório (pós-operatório imediato) devemos infundir de 50 a 60 ml/kg/dia, sendo metade solução salina, SF 0,9%, e metade com glicosada 5% (1:1). Um adulto de 70 kg recebe cerca de 3500 a 4200 ml de reposição total nas 24 hrs (2000 ml de SF e 2000 ml de SG 5%).

A velocidade média de gotejamento para adultos deve ser cerca de 50 a 60 gotas/min. Ela é aumentada ou reduzida de acordo com os sinais vitais do paciente.

Embora pareça exagerado, esse volume, além da simples cobertura hidreletrolítica, arrefece os estímulos sobre os baro, quimio e osmorreceptores, para que não se perpetue ou intensifique a resposta endócrina com todos os efeitos indesejáveis. Ao oferecermos muito volume e bastante sódio àqueles sensores, diminui bastante a liberação de catecolaminas, ADH, cortisol, angiotensina II, tromboxano, leucotrienos, etc.

Não existe risco de retenção de sódio ou sobrecarga pulmonar (edema intersticial) nas reposições generosas. Os desvios eletrolíticos são perfeitamente manejados pelos rins. Os pulmões por sua vez são capazes de suportar bem sobrecarga de volemia quando as células do endotélio estão competentes.

É lógico que esses volumes só se aplicam a pacientes previamente isentos de problemas cardiovasculares e renais. Os hipertensos já têm sódio nas paredes vasculares e os portadores de insuficiência renal crônica não tem condições de eliminar adequadamente os excessos administrados.

Na emergência, a reposição dita generosa não deve ser utilizada pelo desconhecimento das morbidades dos pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos.

A preferência hidreletrolítica pelo SF tem por base o fato de o lactato não ser devidamente metabolizado quando o hepatócito está insuficiente por hepatopatia ou por sofrimento isquêmico de vasoconstricção mesentérica durante a cirurgia. Os diabéticos também podem ter sua lactacidose agravada pelo uso de grandes doses de lactato.

Texto: Clarissa Guedes Noronha ;D

publicado por mariliaburegio às 02:29
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